[Crítica] Convenção das Bruxas

Sinopse: Um garoto de sete anos que se depara com uma conferência de bruxas em um hotel. Lá, ele acaba descobrindo que um grupo de bruxas está fazendo uma convenção, pretendendo transformar todas as crianças do mundo em ratos.

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Durante as décadas de 80 e 90, os filmes de bruxas voltados para um público mais jovem marcaram toda um geração. Podemos citar “Elvira: A Rainha das Trevas” (1988), “Abracadabra” (1993), “Jovens Bruxas” (1996) e a primeira adaptação de Convenção das Bruxas, lançado em 1990. Com isso, temos um reboot deste clássico após 20 anos de seu lançamento. Após o lançamento do primeiro, a sensação era que pouca coisa havia mudado em comparação a primeira versão do filme, mas aspectos importantes da primeira versão foram alterados. Durante o longa, é possível ver um número significativo de mudanças, mas acredito que elas são consequências de duas em específico: a cor dos protagonistas e a ausência da secretária da Grande Bruxa, a Miss Irvine.

Nesta versão, temos Octavia Spencer, Chris Rock e Jahzir Bruno como protagonistas. O fato do atores principais serem pretos, abre a porta discursões raciais extremamente importantes. Podemos notar isto em pequenos detalhes como: a casa e o bairro que a avó mora, como ela conta sobre sua infância e a forma como ela tratada ao chegar ao hotel. Outra alteração que influencia diretamente no desenvolvimento da história, principalmente o final, é a inexistência da Miss Irvine. No longa original, a assistente tem um papel importante no plano dos meninos, sendo essencial para que o plano deles funcione. Entretanto, apesar das mudanças, o destaque do filme vai para os incríveis efeitos visuais e fotografia.

A caracterização das bruxas levantou um grande polêmica relacionado as pessoas com deficiência. No filme as bruxas pode ser reconhecidas da seguinte maneira: elas tem uma boca enorme, e usam maquiagem para cobri-la, elas são carecas e por isso precisam usar perucas, sempre usam luvas pois tem apenas três grandes garras (dedos longos), e daí que vem o problema. Caso você nunca tenha ouvido falar, existe uma condição chamada Ectrodactilia, onde o portador não possui um ou mais dedos centrais das mãos ou pés. Por isso, muitas pessoas ficaram ofendidas por verem sua deficiência ser ligada a algo ruim, o que fez Anne Hathaway se desculpar por essa representação negativa.

Sabemos que por causa do momento que estamos, muitas pessoas ainda não se sintam confortáveis de ir ao cinema assistir, mas se você for, não se esquece de voltar e comentar o que achou.

6.9/10

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