[Análise] O Limite da Traição

Grace Waters (Crystal Fox) é uma mulher madura que acaba de se divorciar. Incentivada por sua melhor amiga Sarah (Phylicia Rashad) a recomeçar e a não desistir do amor, Grace decide ir a uma exposição de fotografia no qual tem seu caminho cruzado com o jovem e atraente Shannon (Mehcad Brooks), que de imediato se vê diante de uma segunda chance de ser feliz e de viver uma história de amor com direito a todos os clichês. Após seu casamento, não demorou muito para que Shannon mostrasse sua verdadeira face. Acusada de assassinar e ocultar o corpo de seu recente marido, Grace se vê presa, disposta a assumir a culpa e assinar um acordo. Tudo muda com a chegada da advogada Jasmine Bryant (Bresha Webb), que acredita na sua inocência, mesmo ela admitindo a culpa.  

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Apesar do filme estar classificado como “thriller/suspense policial“, Tyler Perry (Roteiro e Direção) não consegue criar em nenhum momento a sensação de suspense, o filme é tão previsível que logo em seus primeiros 30 min é possível desvendar o mistério em torno da trama. No começo, somos apresentados a uma história interessante, mas que se perde com o passar dos longos flashbacks. No segundo ato, a construção do julgamento de Grace, que deveria ser um momento crucial para historia, se resume em cenas chatas e mal trabalhadas. Com o avanço do relógio o julgamento perde sua importância e passa ao público a sensação de que o resultado já está predeterminado, impossibilitando o telespectador de se surpreender com o resultado final.

Os personagens são inconsistentes e esquecíveis, que infelizmente são interpretados por um elenco que não se esforça em nada para modificar esse quadro, com exceção das veteranas Crystal R. Fox e Phylicia Rashād, que se empenham para levar o mínimo de qualidade para a película. Podemos citar também o jogo de câmeras, que não agrega valor algum ao conjunto da obra, assim como a fotografia.

Acredito que Tyler Perry, diretor, roteirista e ator do longa, possua um bom pitching, o que fez com  que a Netflix comprasse a sua ideia, no entanto, Perry falhou na hora de escrever um bom roteiro: ele tinha tudo para agregar um pouco de qualidade ao filme em seus minutos finais com uma reviravolta, mas infelizmente, o mesmo jogou tudo pelos ares quando resolveu incluir elementos que não existiam ou que não foram sugeridos em nenhum momento na trama, fazendo assim com que a reviravolta fosse entregue sem causar o minimo de impacto. Creio que se outra pessoa tivesse acesso ao roteiro e os elementos tivessem sido melhor distribuídos talvez o filme não sofresse tanto com a falta de qualidade.

O limite da traição” é uma obra esquecível, não me vejo indicando para um amigo.

Nota: 5/10

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