[Análise] Bad Boys Para Sempre

Com direção de Adil El Arbi e Bilall Fallah temos a dupla de policiais de volta as telonas 17 anos depois! Um filme dos Bad Boys, com adição de uma carga emocional e muitas resoluções – uma pegada diferente do legado deixado por Michael Bay ao dirigir o primeiro filme da franquia.

Na parte “nada de novo“, temos Mike (Will Smith) e Marcus (Martin Lawrence) mostrando que são um ótimo time quando o assunto é comédia. Piadas e sacadas que só amigos de longa data como os detetives podem ter. Alguns acontecimentos são previsíveis para os amantes dos enredos de ação, mas ainda assim o filme traz muitos plot twists de cair o queixo do espectador!

O foco do enredo é na hora de parar. Qual é o momento em que você olha pra sua vida e diz “preciso parar“? Ambos lutando contra a velhice e o assunto já batido da aposentadoria de Marcus. Mike se recusa a aceitar que a idade chega para todos e deseja continuar no mesmo estilo de vida e “caçando bandidos até os 100 anos“.

A repetição do bordão “Nascemos juntos, morremos juntos, Bad Boys para sempre” passa por momentos onde se encaixa perfeitamente e arranca arrepios, e outros em que é totalmente desnecessário e cansativo. Finalmente entendemos a personalidade do Mike, algo a ser comemorado, já que nos dois filmes anteriores ele é apenas um playboy raso e sem propósito além da polícia.

Apesar do exagero em algumas cenas e da ENORME dose de cenas dramáticas adicionadas, tudo culmina com uma trama bem encaixada que consegue entrelaçar bem a vida deles como detetive e suas vidas pessoais, com um bom equilíbrio entre explosões, lágrimas, sustos e risadas. Nada deixa a desejar quanto as cenas de ação. Tiroteios, perseguições com carrões e helicópteros no meio do trânsito: tudo que é necessário para deixar o Capitão Howard (Joe Pantoliano) pra lá de estressado.

O frescor no elenco fica por conta de Vanessa Hudgens, Paola Nuñez, Charles Melton e Alexander Ludwig. Uma nova divisão com pouco destaque, poucas cenas e apenas dando uma pincelada na personalidade da Rita, personagem da Paola. Os demais ficam um tanto quanto escanteados, mas ainda assim são responsáveis por algumas piadas.

É um filme que vem com o apelo do saudosismo e ainda assim consegue inovar e criar expectativa a cada nova revelação e deixa apreensivo a cada acontecimento.

Nota: 8/10

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