[Análise] Malévola: Dona do Mal

Com o grande sucesso do primeiro filme em 2014, mesmo muitos não gostando de como a vilã foi retratada, Malévola ganhou uma continuação para expandir ainda mais o seu universo, juntamente com o da princesa Aurora. E o que encontramos em Malévola: Dona do Mal?

5 anos se passaram desde que a maldição foi quebrada, Aurora se tornou a rainha do reino dos Moors e tudo estava em paz, ou pelo menos era o que se achava. Ao ser pedida em casamento pelo príncipe Phillip, Aurora é convidada para um jantar no reino do seu noivo para conhecer seus futuros sogros, juntamente com sua madrinha Malévola e Diaval. Apesar dos acontecimentos passados onde Malévola deixou seu ódio e vingança de lado pelo amor verdadeiro que nutriu pela sua afilhada, a fada das trevas ainda era temida nos reinos e o embate entre os seres humanos e os Moors continuava. O que Aurora imaginava ser um jantar tranquilo, em que as duas famílias iriam se conhecer e permanecer em harmonia, acabou se transformando em um grande desastre por causa de um confronto entre sua madrinha Malévola e a sua futura sogra rainha Igrith.

O que vemos no roteiro não traz nada de novo e inovador: o mesmo drama do primeiro em que temos a vilã que não é do mal, mas que é acusada do mesmo jeito e no final descobre-se a verdade. O longa retrata algumas questões bem sensíveis, como a relação entre pais e filhos, principalmente quando o filho não é biológico. Tem toda aquela história de laços emocionais, criação e proteção excessiva. A todo momento é mostrado a mensagem sobre um dos tópicos mais tocados em filmes da Disney: o de ser você mesmo e não se deixar influenciar pelos outros ou se influenciar pelo medo e o ódio, o preconceito com a diferenças.

Temos 3 pilares de mulheres empoderadas, fortes e independentes: Malévola, que já conhecemos sendo a f#don@; Aurora, que mesmo com sua ingenuidade ainda muito presente, é uma mulher forte e independente; e a rainha Ingrith que não se rebaixa em ficar na sombra de um rei só porque é mulher, ela tem uma liderança nata e a Michelle Pfeiffer está INCRÍVEL nesse papel, entregando uma vilã que você sente raiva em muitas cenas (apesar de que seus reais motivos para ser assim sejam um pouco rasos).

Finalmente vemos a origem dos seres das trevas, mostrando que Malévola não é a única que existe, tendo todo um universo para se descobrir. Quer referências com a animação? Também encontramos escondidas no meio da trama. E de bônus, ainda revelam o porque a história que nos foi contada desde crianças está “diferente” do que realmente aconteceu, que é mostrado no filme. Mas mesmo assim, possui coisas que não ficaram exploradas no roteiro, não teve tanto aprofundamento em determinados personagens e acontecimentos ficaram meio vagos.

Quanto ao visual, essa continuação está belíssima se formos comparar com o seu antecessor, vemos a evolução do CGI e de toda a fotografia do filme, é lindo demais de se assistir (eu assisti em 2D, mas acredito que o 3D esteja incrível!). O ritmo do longa está bem mais recheado de ação, todo momento tem alguma coisa acontecendo, apresentando poucas cenas arrastadas de “enchimento de linguiça“.

Malévola: Dona do Mal é uma continuação que está cheia de clichês, bem previsível, que não tinha necessidade de ter, mas que expandiu um pouco o universo do filme e que continua tão bom quanto!

8,8/10

 

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