[Crítica] Hebe: A Estrela do Brasil

Sinopse: Hebe Camargo se consagrou como uma das apresentadoras mais emblemáticas da televisão brasileira. Sua carreira passou por diversas mudanças ao longo dos anos, mas foi durante a década de 80, no período de transição da ditadura para a democracia, que Hebe, ao 60 anos, tomou uma decisão importante. A apresentadora passou a controlar a própria carreira e, independentemente das críticas machistas, do marido ciumento e dos chefes poderosos, se revelou para o público como uma mulher extraordinária, capaz de superar qualquer crise pessoal ou profissional.

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Com essa nova remessa de filmes nacionais com foco na vida de figuras icônicas da cultura brasileira, temos Hebe – A Estrela do Brasil. Entretanto, neste caso, temos uma dinâmica diferente. A proposta aqui é que o filme seja apenas parte de uma história maior, onde se conta toda a trajetória da cantora, desde a sua infância, até a sua morte em 2012. Com isso, a maior parte da história será contada numa minissérie de dez capítulos que irá estrear dia 06 de janeiro na Globo. O filme em si, foca na na sua vida durante a década de 80, mostrando sua luta contra a censura.

Durante a ditadura militar, a existência da censura era algo visto como forma de controlar a sociedade e fazer como que a população visse o que o governo queria e da forma como eles queriam. Entretanto, mesmo com o fim da ditadura e a volta da república como forma de governo, a censura continuou fortemente no Brasil, fazendo com que tudo passasse por um pente fino, mesmo que o governo negasse a sua existência. E é exatamente sobre esta perspectiva no qual o filme trabalha, mostrando a luta pessoal e profissional da Hebe Camargo.

Um dos pontos  mais altos do filme é a representação da Hebe feita pela Andréa Beltrão. A atriz consegue trazer a alegria contagiante da apresentadora de uma forma única, fazendo com que todos consigam identificar a icônica apresentadora e faz com que aqueles que não a conheçam se apaixonem por ela. Apesar de ter como foco a luta da Hebe contra censura, podemos acompanhar sua vida pessoal em diversos aspectos, principalmente seu casamento abusivo com Lélio Ravagnani, no qual a famosa passa por diversos apertos e risco de vida.

O filme nos convida a conhecer de uma forma triste e contagiante a história de uma mulher incrível, que lutou pelo direito de homossexuais, transsexuais, mulheres e como ela mesma dizia: todos aqueles que eu acredito que devam ser defendidos. Então, fica aqui a dica: Não perde essa oportunidade de entender um pouco mais da história do nosso Brasil e aproveitar um ótimo filme sobre uma das pessoas mais famosas e importantes da história brasileira.

8.7/10

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