[Crítica] Vai Que Cola 2: O Começo

Obra de sucesso estrondoso da TV a cabo, a sitcom Vai Que Cola já conta com seis temporadas — e uma sétima já confirmada. Com um primeiro filme que elucida um pouco o passado de seus personagens, mas serve mais como sequência à série, este tomo se passa inteiramente antes dos eventos da série, e apresenta o que uniu os tipos excêntricos que conquistaram o público.

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O filme se inicia com a chegada de Ferdinando (Marcus Majella) e Máicol (Emiliano D’Ávila) ao Rio de Janeiro, ao mesmo passo em que Tiziu (Fábio Lago) — o famoso e finado marido de Terezinha (Cacau Protásio) — sai da cadeia e é recebido com uma feijoada preparada por Dona Jô (Catarina Abdalla) na quadra do Morro do Cerol, enquanto é alvo de uma trama em busca de um tesouro.

Focando em seus personagens, o filme ganha ao aprofundar as relações que os unem. O roteiro do filme dirigido por César Rodrigues opta por amarrar a ação da história num único dia e mantém agilidade nas cenas. É importante salientar que este é um filme feito para um público específico. Nada muito diferente do formato da série é feito aqui.

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O humor absurdo e non-sense grita aqui, mas é feito de maneira que diverte o público. O filme também brinca com referências que vão desde O Rei Leão a Lua de Cristal e Avenida Brasil, e arrancou diversas gargalhadas altas dos críticos presentes da cabine de imprensa — ainda que muitos tenham criticado o filme antes mesmo de começar.

Marcus Majella e Samantha Schmutz são a alma do filme. Ferdinando está mais engraçado que nunca e o background dado ao personagem faz todo sentido em sua jornada. Já a Jéssica de Samantha é a periguete esperta e engraçada responsável por várias gags do roteiro. A ausência do Valdomiro de Paulo Gustavo faz bem ao filme, uma vez que seu protagonismo ofuscaria inevitavelmente o brilho dos outros personagens. O Tiziu de Fábio Lago também é uma grata surpresa.

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Como boa parte das tramas nacionais, existe uma brincadeira com o gênero policial aqui que evidencia um pouco a falta de tato dos roteiristas e até uma certa repetição ao analisarmos o primeiro filme. Ainda, existe a ausência do espírito divertido que a quebra da quarta parede trouxe ao tomo anterior. Dispensáveis também são as cenas envolvendo a máquina de lavar, ou mesmo a trama envolvendo a origem de Velna, que marcam negativamente.

Como cinema em si, Vai Que Cola 2: O Começo é o tipo de filme que muita gente deve passar longe, mas quanto a entretenimento e expansão do universo da série, é uma obra que vai ser muito bem apreciada pelo público ao qual é dirigida. Sendo aquele tipo de filme que é tão absurdo que funciona, no fim das contas, cumpre bem sua principal função: fazer rir.

6,0/10

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