As 15 melhores aberturas de telenovelas nacionais de todos os tempos [Parte 2]

Continuando a lista da semana anterior, aqui vão as aberturas de ouro da televisão brasileira!

#8: Rainha da Sucata (1990), de Silvio de Abreu:

A posição entre os novos-ricos e a elite paulista decadente era o tema principal da novela das oito do célebre autor, que mesclava tramas dramáticas e tons de comédia. A trama de Silvio é responsável pela emblemática cena em que, para incriminar a rival “sucateiraMaria do Carmo (Regina Duarte), a histérica dondoca Laurinha Figueroa (Gloria Menezes) se suicidava levando consigo o brinco — e um pedaço da orelha — arrancados da oponente. A inusitada — e até bizarra — abertura, desenvolvida por Hans Donner e Nilton Nunes, mostrava uma boneca de sucata, confeccionada pela equipe com baldes, molas, um ventilador, um ferro e uma tábua de passar roupas que ganhava vida e dançava. Ao som de Me Chama que Eu Vou, de Sidney Magal, música-tema da novela, a boneca dançava lambada com bailarinos reais. A canção virou hit e foi uma das músicas responsáveis pela consagração da lambada no país.

#7: Brilhante (1981), de Gilberto Braga:

A história das oito foi concebida por Gilberto e por Daniel Filho, que também respondeu pela produção e pela direção-geral. A novela contava a história da designer de joias Luiza, interpretada por Vera Fischer, e tinha em seu elenco nomes como Fernanda Montenegro, Tarcísio Meira e Claudio Marzo. A belíssima abertura da novela – criada por Hans Donner e sua equipe – mostrava a modelo Lilian Stavik em uma sala de espelhos com um gato siamês ao som de Luiza, de Tom Jobim. Detalhe: ela estava grávida e sua roupa ajudou a esconder a barriga. Jobim compôs o tema de abertura da novela, e depois acusou o diretor Daniel Filho de ter dado uma rasteira nele. Na música, ele se refere aos cabelos de Vera Fischer (a Luiza da novela). Ainda sem saber do resultado final, o diretor acabou mandando cortar o cabelo da atriz para dar um ar mais simples à personagem.

#6: A Próxima Vítima (1995), de Silvio de Abreu:

Popularizada pelo assassino do Opala preto, a novela das oito de enorme sucesso estrelada por Tony Ramos, José Wilker, Susana Vieira e Claudia Ohana contava a história de uma série de personagens ligados por um serial killer que se valia do horóscopo chinês para planejar seus crimes. A criativa abertura mostrava o alvo de um atirador que eliminava transeuntes e personagens da trama ao som de Vítima, cantada por Rita Lee.

#5: Caminho das Índias (2009), de Gloria Perez:

O triângulo amoroso da indiana Maya vivida por Juliana Paes, dividida entre o cobiçado Raj (Rodrigo Lombardi) e o dalit Bahuan (Marcio Garcia) certamente é uma das tramas mais lembradas e festejadas pelo público brasileiro, em mais uma novela sobre culturas estrangeiras da autora Gloria Perez, que desta vez lhe rendeu o Emmy Internacional de Melhor Telenovela. A abertura, feita por Hans Donner, mostra várias estátuas indianas com o Taj Mahal ao fundo; também mostra algumas pessoas meditando, símbolos como anéis, medalhões, castelos, deuses hindus como Ganesha e Brama, o criador do universo na religião e várias danças. No fim, uma porta se abre para o logotipo da novela. A canção escolhida para dar vida à abertura é a apoteótica Beedi, do cantor e compositor indiano Sukhwinder Singh com participação de Sapna Awasthi.

#4: Salve Jorge (2012), de Gloria Perez:

Abordando o tráfico internacional de mulheres, a novela estrelada por Giovanna Antonelli, Nanda Costa, Dira Paes e Claudia Raia é lembrada até hoje por seus erros de continuidade, como o cabelo indeciso de Morena, ou o Wi-Fi na caverna onde a protagonista ficava escondida. A abertura da novela foi desenvolvida por Alexandre Pit Ribeiro, e mostra uma sequência de cenas feitas em computação gráfica mostrando São Jorge em cima de seu cavalo percorrendo as cidades do Rio de Janeiro e Istambul, além de mostrar os balões que sobrevoam a Capadócia. A sequência mostra os locais onde a novela foi gravada nas duas cidades, como o Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, a Basílica de Santa Sofia e a Fatih Sultan Mehmet Bridge em Istambul. No final, os “papagaios” de seda mostram desenhos que simulam a batalha de São Jorge contra o dragão e no fim aparece o logotipo da novela. Como música de fundo, ouve-se a canção Alma de Guerreiro, de Seu Jorge, feita especialmente para a novela.

#3: Dancin’ Days (1978), de Gilberto Braga:

A história da presidiária Júlia Matos vivida por Sonia Braga em busca de recuperar o amor da filha marcou época na história da televisão, em meio à efervescência da discoteca. A abertura mostra sequências numa discoteca ao som da música homônima ao título da novela, interpretada pelo grupo As Frenéticas, enquanto créditos criativos aparecem na tela.

#2: Selva de Pedra (1986), de Regina Braga e Eloy Araújo:

O remake da história de amor de Cristiano Vilhena e Simone Marques originalmente escrita por Janete Clair em 1972 não teve o mesmo sucesso da original — que rendeu 100% de audiência no país no capítulo 152 —, mas trouxe bons índices para o horário das oito sob a direção de Walter Avancini e foi estrelado por Tony Ramos, Fernanda TorresMiguel Falabella e Cristiane Torloni. A abertura foi uma das mais criativas já produzidas pela equipe do artista gráfico Hans Donner. Nela, vários prédios brotavam de um chão árido, como se fossem plantas – reproduzindo uma “selva” de pedra e concreto -, e refletiam personagens da trama em suas vidraças. No final, vistos de cima, formavam o rosto de Tony Ramos. Para tal, foram feitas maquetes dos prédios cobertas por espelhos, dando a impressão de modernos prédios envidraçados. A gravação foi feita em estúdio, e as paredes foram pintadas com nuvens, para compor o fundo. As maquetes, cobertas de argila, saíam da terra manipuladas pela equipe. Foi desenhado um esboço do rosto de Tony Ramos, sobre o qual foram colocados prédios de plástico em três tonalidades diferentes.

#1: A Regra do Jogo (2015), de João Emanuel Carneiro:

A novela protagonizada por Alexandre Nero e Giovanna Antonelli mostrava a dubiedade do ser humano através de seus personagens “cinzas”, traçando ainda um paralelo com a política corrupta do país. O ótimo quebra-cabeças desenhado pelo autor não correspondeu em audiência, mas foi muito elogiado pela crítica. Toda a arte da abertura, desenhada em papel e modelada em 3D, mostra um tabuleiro de xadrez onde as peças ganham vida e não se movimentam de maneira convencional, numa épica batalha entre o bem e o mal, ao som de Juízo Final, da cantora Alcione. O making of você confere abaixo, e aqui, a abertura.

 


Menções honrosas: a popular e colorida abertura de Avenida Brasil, e a criativa e inovadora abertura de Elas Por Elas.

#Extra: O Astro (2011), de Alcides Nogueira:

Estrelado por Rodrigo Lombardi, o remake da novela de Janete Clair sobre o ilusionista Herculano Quintanilha que inaugurou o horário das onze da Rede Globo tem uma das mais belíssimas aberturas já produzidas. Repleta de efeitos visuais, ela transmite muito bem toda a aura de fantasia que envolve o protagonista da novela. O tema musical é Bijuterias, de João Bosco.

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