[Crítica] Vingadores: Ultimato

Texto sem spoiler!


Onze anos atrás, quando os fãs eram surpreendidos por uma cena após o fim dos créditos de Homem de ferro, onde éramos apresentados a um Nick Fury que ironizava a prepotência de Tony Stark e o silenciava ao mencionar a “Iniciativa Vingadores“, não tínhamos ideia de que aquilo era o início de uma das maiores sagas que a cultura pop conheceria. E após 11 anos e 22 filmes, chegamos na conclusão de uma sinfonia onde cada instrumento era magistralmente regido.

E o longa não só respeita toda essa jornada onde personagens incríveis foram introduzidos e evoluíram, ganhando o carinho, respeito e admiração do público, como faz questão de revisitar toda essa saga, referenciando uma série de momentos marcantes e abrindo espaço para diversas possibilidades para o futuro da franquia, afinal, são pouco mais de três horas recheadas de fan services, participações especiais e resoluções de arcos abertos. De fato, marcante é a palavra de ordem nesse que certamente é um dos melhores filmes da Marvel Studios.

O longa se passa alguns dias após os eventos apresentados em Vingadores – Guerra Infinita e o estalar de dedos de Thanos (Josh Brolin) mudar nosso universo completamente. Aqui encontramos os heróis amargando a derrota, tentando suportar as perdas e a sensação de impotência ante a vitória do titã louco. As ruas vazias parecem tornar a dor mais silenciosa. Mas, como o próprio Homem de Ferro diz no primeiro longa da equipe, eles são os Vingadores, os “Heróis mais poderosos da Terra” e não descansam até conseguirem desfazer o grande mal que foi feito… custe o que custar!

Infelizmente não é possível falar mais sobre a trama sem entregar os eventos que se seguem e estragar a experiência de quem ainda não viu, o que torna esse texto talvez um dos mais difíceis que já escrevi, pois, separar o crítico do fã não é algo fácil. Tecnicamente o filme é primoroso. A direção dos irmãos Russo mostra que a escolha de Kevin Feige foi a mais acertada possível. A fotografia incrível só ajuda a acentuar os sentimentos, nos fazendo compartilhar da tristeza dos protagonistas nos momentos de dor, como de sua fúria nas cenas de combate. Sem falar da trilha de Alan Silvestri, que nos conduz como numa dança durante todo o filme.

Por Fim, avaliar Vingadores – Ultimato como um filme talvez seja um pouco injusto, pois no fim das contas o tenho como um grande evento, uma emocionante celebração que fecha com chave de ouro essa saga incrível, em alguns momentos com uma sensação de “Adeus“, noutros com uma sensação de “Até logo“. No fim, um grande presente para os fãs que certamente sairão do cinema com lágrimas nos olhos. O que o futuro reserva para a próxima fase da Marvel Studios, que se inicia após Homem-Aranha – Longe de Casa não podemos prever. Já se fala em “Eternos“, em “Quarteto Fantástico” e mesmo em “X-men”. Pelo menos, neste momento isso não importa. O que importa é celebrarmos a jornada maravilhosa de todos esses heróis que nos foram apresentados nestes 11 anos e que certamente permanecerão em nossos corações.

Afinal, é impossível para qualquer fã não recordar com carinho daquela panorâmica em meio ao combate de Nova York onde víamos juntos pela primeira vez em ação o Gavião Arqueiro, Thor, Viúva Negra, Hulk, Homem de Ferro e Capitão América.

Vingadores, avante!

9,5 / 10

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