Justiça Jovem, Terceira temporada…ou Meia? – Parte 1

Após três anos de uma ansiosa espera, a DC presenteou seus fãs com uma terceira temporada de um de seus maiores sucessos. Justiça Jovem (Young Justice: Outsiders) estreou na plataforma de streaming da DC Comics em 04 de janeiro e, após 13 episódios faz um hiato, voltando em junho deste ano. Mas o que podemos falar da série até então?

Para os marinheiros de primeira viagem, Justiça Jovem é uma série animada lançada em 2010 no Cartoon Network, que traz as aventuras de um grupo de heróis adolescentes, basicamente formado por “ajudantes” que decidem sair das sombras de seus tutores lutarem contra o crime. Robin, Kid Flash, Aqualad, Superboy, Miss Marte são alguns dos heróis que formam a equipe, que não apenas cresce no decorrer da série, como torna-se relevante o suficiente para que a Liga da Justiça a tome como “Grupo de Apoio”.

Caso não tenha assistido a série, recomendo parar de ler, pois é possível que o texto a seguir traga algum spoiler das temporadas anteriores.

Entre novos e velhos rostos, fica claro que muito aconteceu e que as feridas deixadas pelos eventos da segunda temporada ainda não cicatrizaram por completo, principalmente para Artemis que, além de perder Wally, se tornou “mãe de primeira viagem”, ajudando na criação da filha de sua irmã, a Lince.

A Equipe foi desativada e cada um seguiu seu caminho. Após a tentativa de invasão, a Liga passa a “dançar conforme a música” para recuperar a credibilidade da humanidade. Mas quando aparece uma ameaça envolvendo experimentos com jovens sequestrados para um “mercado de meta-humanos”, Dick Grayson, o primeiro Robin, resolve procurar seus velhos amigos para uma missão secreta com o objetivo de desarticular este grupo. Mas quem são? A Luz estaria de volta?

Arrisco dizer que mais que um roteiro excelente, a evolução dos personagens é o ponto forte da animação. Assim como os fãs, os personagens seguiram suas vidas. Alguns melhoraram, outros não. A vida é assim. Vale chamar a atenção para Connor, o Superboy que não só aprendeu a controlar seu temperamento explosivo como consolidou seu relacionamento com Megan, a Miss Marte. Kaldur’ahm assume o título de Aquaman, para que Arthur assuma suas responsabilidades como Rei Atlante. Dick amarga a insegurança pela falha como líder da equipe. Vale chamar a atenção para a participação do Raio Negro, personagem que ganhou destaque com a série live action e agora assume a vaga de “adulto do grupo”, papel esse já ocupado por outros heróis anteriormente.

Intercalando entre os dramas pessoais dos personagens e uma trama muito bem amarrada, cheia de ação, reviravoltas e personagens novos, Justiça Jovem agrada por uma maturidade pouco vista numa animação infanto-juvenil. Vale salientar que a terceira temporada emplacou 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Resta agora esperar a volta da série (principalmente após um tenebroso “plot-twist” no último episódio.) e torcer que a animação permaneça na grade da DC Universe por mais e mais temporadas.

Nota: 9,5 / 10

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