[Crítica] Tidelands

WhatsApp Image 2018-12-26 at 12.38.27Não é de hoje que a Netflix vem se arriscando em obras originais de ficção cientifica/fantasia, temos grandes exemplos de obras, como: Dark, Stranger Things, 3%, Altered Carbon, Sense8 e outras várias séries, que se mesclam entre produções boas, não tão boa e ruins. Tidelands, série Australiana original da Netflix, é dessas que se encaixa em algo não tão bom.

Após passar 10 anos presa, Calliope “Cal” McTeer (Charlotte Best) retorna a Orphelin Bay, pequena vila de pescadores onde cresceu, o que ela não imagina é que nessa estranha cidade existem segredos e crimes por todos os lados, que parecem de alguma forma se ligar a um grupo de pessoas chamadas de tidelanders. Em busca de respostas, Cal passa a ajudar seu irmão Augie nos negócios da família, e começa a descobrir mais sobre as pessoas daquele lugar, inclusive sobre si mesma.

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O roteiro consegue acertar em alguns pontos e errar em outros. A narrativa realista, utiliza temas polêmicos e contemporâneos, como trafico de drogas e corrupção, podendo ser considerados os grandes atrativos da série.  Por outro lado, somos apresentados a um roteiro preguiçoso e mal trabalhado, apresentando uma série de auto-explicações que para uma história de suspense é um erro muito grave, pois não te prende na narrativa. Outro ponto que me incomodou bastante foi a resolução dos conflitos, que eram todos resolvidos muito rápidos e de forma previsível, deixando a série nem um pouco frenética, como por exemplo o triângulo amoroso entre “Cal” McTeer (Charlotte Best), Dylan Sauge(Marco Pigossi) e Corey Welch (Mattias Inwood), que ao decorrer da trama vai se perdendo no meio de tantas outras histórias mal acabadas.

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Atuação como um todo, consegue com dificuldade passar credibilidade a trama. A atriz Charlotte Best entrega uma personagem  sem sal, sem nenhum atrativo, apesar da trama girar em torno dela, muitas vezes os personagens secundários acabam se sobrepondo. Já o ator brasileiro Marcos Pigossi e a atriz Elsa Pataky (Adrielle Cuthbert) se saem muito bem em seus devidos papeis e conseguem transmitir veracidade aos seus personagens.

A fotografia da serie é bastante agradável, utilizando de paletas de cores quentes, que retratam bastante as áreas litorâneas. Eles conseguem aproveitar com maestria os cenários naturais propostos pelas ilhas australianas, através dos enquadramentos e do uso de planos abertos é passado um cenário tranquilizador e ao mesmo tempo misterioso.

WhatsApp Image 2018-12-26 at 12.38.30 (1).jpegApesar de um início e um desenvolvimento lento e pouco amarrado, Tidelands consegue entreter a partir de sua segunda metade, dando lugar as cenas um tanto eletrizantes, fazendo com que os telespectadores criem uma certa expectativa em torno do material. Ao fim, é deixado um ótimo ‘cliffhanger’ para a próxima temporada da série. Entre seus altos e baixos, Tidelands consegue concluir sua primeira temporada com dificuldades, mas ainda é uma ótima opção para os amantes desses seres misticos ou até mesmo para aqueles que procuram uma série curta para passar o tempo.

6,5 / 10

 

FICHA TÉCNICA

Título Original: Tidelands
Ano: 2018
País: Austrália
Criação: Stephen M. Irwin, Leigh McGrath
Direção: Stephen M. Irwin
Elenco: Charlotte Best, Aaron Jakubenko, Peter O’Brien e grande elenco
Duração: 8 episódios de 41 minutos cada

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Autor: Matheus R.

Estudante de comunicação visual, amante da sétima arte e colecionador de lembranças.

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