As 10 melhores comédias do cinema nacional!

A comédia é o gênero cinematográfico nacional mais consumido no país, mas a cada ano que passa as obras vêm ficando cada vez mais formulaicas e artificiais. Nessa lista, você confere as dez melhores obras da comédia nacional de acordo com Lucas Felipe, colunista do Olar.

– O AUTO DA COMPADECIDA, de Guel Arraes (2000)

A saga dos nordestinos João Grilo (Matheus Nachtergaele) e Chico (Selton Mello), é originalmente uma minissérie de 1999 editada em filme no ano seguinte, e caiu tanto nas graças do público que, mesmo já tendo visto na TV a versão original, lotou cinemas pelo Brasil com mais de dois milhões de espectadores para rever a obra de Guel Arraes adaptada do romance de Ariano Suassuna. Com várias críticas à igreja, à política e ao brasileiro em si, O Auto da Compadecida conquistou o Brasil por seu texto inteligente e repleto de piadas que seguem atuais e apaixonantes. O filme ainda tem em seu elenco Virgínia Cavendish, Denise Fraga, Diogo Vilela e a esplendorosa Fernanda Montenegro.

– A PARTILHA, de Daniel Filho (2001)

Estrelado pelas grandiosas Lília Cabral, Paloma Duarte, Glória Pires e Andréa Beltrão, “A Partilha” é uma adaptação da peça de teatro de mesmo nome escrita por Miguel Falabella, e que conta a história de quatro irmãs entre seus trinta e quarenta anos que se reúnem para dividir os bens da recém-falecida mãe, criando situações divertidas e dramáticas ao mesmo tempo. A atuação é o que mais pesa aqui. Definitivamente não seria o mesmo filme se não contasse com o grande elenco que tem, e a adaptação para cinema pelas mãos de João Emanuel Carneiro (Avenida Brasil), Daniel Filho (Se Eu Fosse Você?) e do americano Mark Haskell Smith (Brincando com a Morte) traz uma atmosfera divertida que passeia com propriedade pelos gêneros drama e comédia. Vale ver!

– LISBELA E O PRISIONEIRO, de Guel Arraes (2003)

Do mesmo diretor de O Auto da Compadecida, temos a romântica e divertida história de Lisbela (Débora Falabella), que, mesmo noiva do carioca que fala gírias paulistas Douglas (Bruno Garcia) se apaixona pelo trambiqueiro Leléu (Selton Mello), que, por sua vez, está sendo perseguido pelo matador Frederico Evandro (Marco Nanini). A obra divertidíssima é uma adaptação da peça de teatro homônima escrita por Osman Lins.

– ENTRE IDAS E VINDAS, de José Eduardo Belmonte (2016)

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Comédia dramática puxada pro romance, Entre Idas e Vindas é também um road-movie indie, e é aí que reside a maior qualidade do filme, a versatilidade do roteiro, juntamente com a competência de seu elenco. No filme, quatro operadoras de telemarketing viajam num motorhome para a despedida de solteira de uma delas. No meio do caminho encontram Afonso e seu filho Benedito, que estão em busca da mãe do garoto, que os abandonou há anos, e decidem dar uma carona para os dois. O filme conta com performances excepcionais de Ingrid Guimarães, Fábio Assunção e Alice Braga. Entre Idas e Vindas está disponível na Netflix.

– SANEAMENTO BÁSICO: O FILME, de Jorge Furtado (2007)

Estrelado por nomes como Fernanda Torres, Wagner Moura, Lázaro Ramos, Camila Pitanga e Bruno Garcia, “Saneamento Básico” faz uma ótima crítica ao sistema legislativo e de patrimônio público brasileiro, juntamente com boas piadas e um exercício de metalinguagem poucas vezes visto no cinema nacional. Na trama, os moradores de Linha Cristal, na Serra Gaúcha, decidem pedir ajuda à prefeitura para a construção de uma fossa para a cidade, mas descobrem que o governo não conta com verba para tal trabalho, mas que disponibiliza R$10.000,00 para a produção de um filme de ficção. Eles então, decidem fazer o filme do Monstro da Fossa e utilizar a verba na construção do esgoto. Escrito e dirigido por Jorge Furtado, Saneamento Básico também está disponível na Netflix e é imperdível!

– OS NORMAIS – O FILME, de José Alvarenga Júnior (2003)

Adaptação para cinema e prelúdio da série de TV criada por Alexandre Machado e Fernanda Young, o filme relata como o inusitado casal de eternos noivos Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) se conheceram. Com boas doses de humor negro e um roteiro consistente e engraçado, Os Normais – O Filme é uma grata surpresa bem-humorada e vale muito a pena ser conferido juntamente com a série de TV.

PS.: Descarte a horrenda sequência de 2009 com o subtítulo “A Noite Mais Maluca de Todas”. É péssimo.

– DIVÃ – O FILME, de José Alvarenga Júnior (2009)

Baseado no livro de mesmo nome escrito por Martha Medeiros, Divã aborda a vida de Mercedes, uma mulher chegando aos cinquenta anos que, inconformada com sua vida decide iniciar um processo de análise ao mesmo tempo que se permite viver novas experiências, se descobrindo cada vez mais como pessoa, e principalmente, como mulher. O filme atraiu quase dois milhões de pessoas aos cinemas e conta com uma deliciosa performance de Lília Cabral, que rouba todo o filme para si.

– TAMO JUNTO, de Matheus Souza (2009)

Estrelado por Leandro Soares, Sophie Charlotte, Alice Wegmann e pelo próprio Matheus Souza, que também dirige, Tamo Junto é uma comédia jovem que conta a história de Felipe, recém-separado que decide curtir sua vida de solteiro levando junto seu antigo amigo nerd Paulinho (Matheus Souza), mas ele acaba descobrindo, com percalços pelo caminho, que talvez ser solteiro não seja a melhor coisa do mundo. Com uma premissa extremamente genérica, Tamo Junto consegue, na criação de seus personagens e nas performances de seu elenco contar uma boa história com suas doses de originalidade e o principal, consegue falar bem ao público jovem com toda a propriedade. Repleto de referências à cultura nerd, vai lhe garantir boas risadas!

– DE PERNAS PRO AR, de Roberto Santucci (2010)

Estrelado pela Julia Roberts do cinema nacional, Ingrid Guimarães, De Pernas Pro Ar conta a história da workaholic Alice que, após um baque em sua vida profissional, decide abrir os olhos para a liberdade sexual e passa a ver a desvalorização de sua família quando sua vida pessoal começa a cair em pedaços. Com um bom roteiro escrito por Paulo Cursino e Marcelo Saback, a comédia garante boas risadas e faz um retrato da mulher moderna sem julgamentos. O filme tem uma boa sequência lançada em 2012, e contará com um terceiro filme, que encerrará a trilogia em dezembro de 2018, com sequências filmadas em Paris.

– SE EU FOSSE VOCÊ, de Daniel Filho (2006)

Estrelado por Gloria Pires e Tony Ramos, Se Eu Fosse Você aborda o cotidiano desgastado do casal Helena e Cláudio, que tem a vida virada do avesso após trocarem de corpos. A química do casal principal e seus bons trabalhos de atuação impedem que os personagens caiam no caricato e entregam um ótimo filme. Se Eu Fosse Você levou quase 4 milhões de espectadores aos cinemas e rendeu uma ótima sequência, chamada Se Eu Fosse Você 2, que se tornou a maior bilheteria do país desde a retomada, sendo superado apenas por Tropa de Elite 2, e arrecadando mais de 50 milhões de reais.

 

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Autor: Lucas Felipe

Noveleiro e seriemaníaco, colaborador do “Olar Para Todos”

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