[Crítica] Os Incríveis 2

14 longos anos, foi o que tivemos que esperar para ver a família de heróis mais incrível dos cinemas de volta às telonas. Os Incríveis 2 estreou nos Estados Unidos no dia 15 de junho, mas só nesta quinta (28) os brasileiros puderam conferir a continuação de uma das animações mais amadas da Pixar. Será que a nova produção dos estúdios consegue manter a popularidade do seu antecessor?

O longa se inicia logo onde terminou o primeiro filme, no ataque do Escavador, mostrando ainda as consequências da batalha e toda a política “anti-heróis” que havia, fazendo com que o Programa de Heróis fosse desativado. Mas o milionário Winston Deavor e sua irmã Evelyn, donos de uma grande agência de telecomunicações, vêem uma chance de fazer com que o governo e a população enxerguem que os heróis são necessários e não uma ameaça. Com um plano para aumentar a popularidade dos heróis, Winston contrata a Mulher-Elástica para agir em pequenas missões por baixo dos panos e acabam se deparando com o vilão Hipnotizador que manipula as pessoas através de ondas de frequência tecnológicas. Enquanto isso, o Sr. Incrível tem a difícil missão de cuidar dos problemas escolares do Flecha, crises de adolescência da Violeta e os poderes recém descobertos e totalmente descontrolados do Zezé.

Mesmo com o roteiro já tendo sido escrito a muito tempo atrás, não tinha melhor “time” para esta continuação, que agora. Desde o primeiro filme que víamos a Mulher-Elástica dizer: “Deixar o mundo ser salvo pelos homens? De jeito nenhum” e nesta continuação podemos ver ainda mais o quanto ela é mesmo incrível. Os papéis são invertidos, a mulher vai trabalhar e o homem tem que ficar cuidando da casa, no maior clima de empoderamento feminino. Porém, engana-se quem pensa que todo foco do filme ficou apenas nos pais.

As crianças tem um grande destaque e um bom desenvolvimento nas cenas. Pode-se ver a Violeta com plena consciência e controle dos seus poderes e se mostrando uma ótima heroína, mas sem perder seu lado adolescente em crise. O Flecha continua sendo hiperativo, e um pouco inconsequente, tendo problemas escolares como qualquer criança de sua idade com a terrível matemática. E o que falar do Zezé? Finalmente ele teve o seu momento de brilhar. Nas cenas mais divertidas, ele está presente, com sua diversidade de poderes imprevisíveis que enlouquecem o seu pai. E essa é a grande mensagem do filme, a força da união de uma família, mesmo em tempos de crise.

E quanto aos outros super-heróis? O Gelado também ganhou o seu devido destaque, com cenas mais longas e mais interação com a Família Pêra, ele mostrou porque é um dos mais importantes super-heróis. Além dele, fomos apresentados à outros supers que estiveram escondidos por causa da lei anti-heróis, contudo, devido à popularidade da Mulher-Elástica, eles puderam enfim ter esperanças de voltarem à ativa.

Achou que eu tinha esquecido de alguém? Achou errado! Sim, ela está de volta e tão diva quanto antes. Edna Moda pode ter apenas uma pequena aparição no longa e ter a função de “fazer os trajes de super heróis”, mas ela mostrou que pode ser muito mais que isso e teve um papel importante para ajudar na criação do Zezé.

Na parte técnica, Os Incríveis 2 está impecável. Se o compararmos com o primeiro filme, visualmente falando, veremos o quanto a animação evoluiu (afinal, são 14 anos de diferença e muita coisa mudou). Desde a primeira cena, nota-se a qualidade em cada detalhe, desde as roupa, dos rostos e até do cenário. Está belíssimo de assistir e em muitos momentos nem dá pra acreditar se tratar de uma animação. Um aviso importante: se você é altamente sensível com luzes fortes piscando, terá uma cena que pode dar um certo desconforto. Há até um aviso no início do filme alertando sobre possíveis consequências, então fique ligado.

Não foram só nos aspectos técnicos que o filme evolui. A nova trama acompanha bem o crescimento do público que prestigiou o primeiro longa. Ganhou um tom mais dramático e sério, apesar de ser um filme “infantil”, assim como todos os filmes da Pixar, ele atinge públicos de todas as faixas etárias, os prendendo de formas totalmente diferentes. Enquanto as crianças vão gostar de ver o Zezé apresentando seus poderes, os adultos vão perceber as nuances entre os temas que a animação aborda. Não só se trata de um filme sobre família e super-heróis, mas ele faz “sutis” referências à política atual e a questões sociais, bem como a nos levar a conhecer a nós mesmo, fazendo com que abra uma aba para reflexões importantes. Será que estamos tão conformados com o “status quo” que nos encontramos? Será que aceitamos como somos?

Apesar de ter certas pontas soltas e desenrolar um tanto previsível em alguns momentos, há cenas em que causa uma certa empolgação e faz você mergulhar em uma atmosfera apreensiva sobre o que vai acontecer em seguida.

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Os Incríveis 2 conseguiu manter e até mesmo aumentar o nível de qualidade na sua produção, mostrando como é que se produz um verdadeiro filme de super-heróis.

PS: não tem cena pós crédito.

9.9 / 10.0

 

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Autor: Nêssa Moura

Apreciadora de filmes, séries e livros. Social media, sonhadora e super fangirl da Disney.

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