[Crítica] Pedro Coelho

Pedro Coelho é um animal rebelde que apronta todas no quintal e até dentro da casa do Mr. McGregor (Domhnall Gleeson), com quem trava uma dura batalha pelo carinho da amante de animais Bea (Rose Byrne).

A obra da britânica Beatrix Potter ganha espaço no mundo cinematográfico da Sony Pictures sob a direção e roteiro de Will Gluck (Amizade Colorida e A Mentira). O longa retrata a vida cotidiana de Pedro Coelho e sua família, tendo que roubar comida da horta do Sr. Severino (Mr. Mcgregor, em inglês) e ganhando atenção e carinho da amante dos animais Bea (Rose Byrne). Tudo estava perfeito, até que o Sr. Severino tem um infarto e acaba falecendo. De repente, as coisas mudam drasticamente com a chegada do seu sobrinho herdeiro Thomas (Domhnall Gleeson).

Pedro Coelho é um filme dinâmico e divertido, que diverte as crianças à moda antiga. Com cenas de perseguições no maior estilo Tom e Jerry da Hanna-Barbera e várias referências de clássicos da animação dos anos 80, o que pode trazer um ar nostálgico para os pais que levarem seus filhos ao cinema para assisti-lo. Mas as vezes o roteiro peca na quantidade de comédia que tentam implantar, tornando as piadas previsíveis e um tanto quanto forçadas.

A fotografia do filme é belíssima com a beleza natural do interior da Inglaterra e a mesclagem entre live-action e computação gráfica não deixa nada a desejar, trazendo um tom realístico e totalmente crível dos animais antropomórficos que usam roupas em seu cotidiano. Apesar da história central ser na família de coelhos, quem realmente rouba toda a cena do filme e traz as melhores cenas é o Domhnall. Descobrimos que o ator, além de ser espetacular em produções dramáticas como Black Mirror e Ex Machina, tem um talento nato para comédias.

Quanto a trilha sonora do filme, não temos algo memorável, por vezes, o modo como elas foram inseridas no longa o deixou um pouco arrastado e cansativo. Até as músicas originais, que aqui no Brasil foram interpretadas pelo grupo Rouge, não trouxeram tanto peso e significância para a trama.

Pedro Coelho, apesar de simples, completamente clichê e previsível, é uma boa pedida para um fim de semana em família. As crianças com certeza irão se divertir e os adultos poderão desfrutar de algumas horas de lazer com seus pequenos.

7 / 10

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Autor: Nêssa Moura

Apreciadora de filmes, séries e livros. Social media, sonhadora e super fangirl da Disney.

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