[Crítica] Batman: Gotham by Gaslight

Se por um lado os fãs da DC Comics não vem sendo muito felizes no cinema, nas animações porém não há o que reclamar. Sim, vamos falar do lançamento da Warner AnimationBatman: Gotham by Gaslight“.

A animação é baseada em “Um Conto de Batman – Gotham City 1889“, uma HQ de 1990 escrita por Brian Augustyn e ilustrada por Mike Mignola, que fazia parte do selo “Túnel do Tempo“, onde encontrávamos os heróis de hoje adaptados em cenários de outras épocas.

Somos apresentados a uma Gotham City Vitoriana, que cresce brilhantemente graças aos investimentos do “Filho mais amado da cidade”, o bilionário Bruce Wayne que acaba de voltar da Europa para a inauguração de um monumental parque que promete maravilhar a todos.

Mas não é só o parque que está no centro das fofocas e burburinhos. Muito se fala sobre os boatos de meretrizes das partes mais pobres da cidade perdendo a vida nas mãos de um açougueiro louco, que se apresenta como Jack, o Estripador, ou mesmo sobre o justiceiro com roupa de morcego que tem aterrorizado criminosos.

O que mais agrada em “Batman: Gotham by Gaslight” é o ponto forte dos demais títulos do selo “Túnel do Tempo”, que é observarmos as adaptações. Uma dama fina, porém ousada, chamada Selina Kyle, os três órfãos que vivem de pequenos assaltos Dick, Jason e Tim ou mesmo o enigmático Doutor Hugo Stranger e seus métodos obscuros.

E neste clima de tensão e mistério acompanhamos um Batman investigativo e determinado, que quase nos faz esquecer a má impressão deixada por Ben Affleck. Os fãs das animações da Warner sentirão falta da já conhecida voz de Kevin Conroy, no longa substituído pelo ator Bruce Greenwood (The Post – A Guerra Secreta), que já havia dublado o Homem-Morcego anteriormente na animação Justiça Jovem.

Quanto a qualidade da animação, mesmo tendo um traço um tanto infantil, vemos uma Gotham ao mesmo tempo brilhante e sombria, tão sombria que por um momento é possível acreditar que a história se passa na Londres do século 19.

Mas quem estaria por trás dos brutais assassinatos? Quem é a mente doentia que deseja purificar as ruas de Gotham da podridão pecadora suburbana? Algum dos membros da alta sociedade, o que colocaria o próprio Bruce Wayne como suspeito? Este é um mistério que vale pena (e muito) ser acompanhado até o final.

8,5 / 10

 

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