[Crítica] As Telefonistas

Não é de hoje que a Netflix incrementa em suas produções (filmes/séries) assuntos com temas atuais e polêmicos. Entre grandes exemplos, posso citar: Sense8, 13 Reasons Why, Orange Is the New Black, GLOW e agora a série “Las Chicas Del Cable” (intitulada no Brasil como “As Telefonistas”),  sendo a primeira produção Espanhola da Netflix. Lançada em 2017 e ambientada na Madri de 1928, mostra os nuances do feminismo no inicio do século 20, além de trazer reflexões e eventos contemporâneos, presentes no nosso dia a dia.

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Lidia (Blanca Suárez), Carlota (Ana Fernández), Ángeles (Maggie Civantos) e Marga (Nadia de Santiago) São Empregadas de uma companhia telefônica espanhola, onde buscam  no trabalho independência e uma vida melhor, onde lutam concomitantemente por seus sonhos e liberdades, por mais que a palavra liberdade tenha um significado próprio para cada uma das personagens.

A base inicial da série é a personagem Lidia, que após ser acusada de assassinato,  se ver obrigada a aceitar um acordo imposto por  um delegado corrupto,  acordo esse que obriga Lidia a ir a Madri para roubar uma família dona de uma empresa telefônica. Ao chegar em Madri, a personagem principal acaba tendo encontros inesperados com uma pessoa de seu passado, que consequentemente atrapalha seus planos iniciais. Ao decorrer da obra, muitas subtramas vão surgindo, fazendo com que a base inicial seja esquecida aos poucos.

Alem do roteiro e da direção mal executadas, a obra peca em termos de trilha sonora, que mostra ser bastante anacrônica, possuindo músicas nada a ver com o contexto da época. Contudo, podemos evidenciar pontos positivos, como por exemplo, a escolha do elenco. Ao decorrer do segundo ato da primeira temporada, o elenco mostra uma química agradável com personagens femininas determinadas e corajosas o suficiente para enfrentar  os problemas sociais e culturais com garra. Outros pontos positivos são a  caracterização e a ambientação, que são cautelosamente bem produzidas, incluindo elementos que nos leva a uma viagem temporal.

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O tema abordado na obra é muito intrigante e reflexivo, onde exemplifica uma realidade ainda muito atual nos dias de hoje. “As Telefonistas” apresenta uma trama envolvente, abordando assuntos como empoderamento feminino, homofobia, estereótipos e convenções sociais. Contudo, a série não recebe as devida atenção, que consequentemente a tornou um tanto desconhecida.  Apesar de ter seus erros, é uma série que indico pelo o que ela representa e merece uma notabilidade maior do público.

Informações Adicionais:

2 temporadas com 16 episódios ao todo, com no máximo 50 minutos de duração, e com a terceira temporada já confirmada para abril de 2018.

7.5 / 10

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Autor: Matheus R.

Estudante de comunicação visual, amante da sétima arte e colecionador de lembranças.

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