[Crítica] The Post: A Guerra Secreta

Por Sr. Aranha

Após documentos revelando erros e mentiras comprometendo o Governo Norte Americano caírem nas mãos da impressa, tem início uma silenciosa guerra jurídica entre jornalistas e a Casa Branca. Esta poderia ser facilmente a descrição de uma das tantas polemicas envolvendo a atual presidência americana, mas não, estamos falando de um escândalo datado de 1970.

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Em The Post: A Guerra Secreta Conhecemos Kay Graham (interpretada maravilhosamente por Meryl Streep), a insegura dona do The Washington Post, jornal que pertenceu a seu pai, em seguida a seu falecido marido e que agora está em suas mãos, num momento delicado quando a empresa, antes apenas um negócio familiar, agora alvo de investimento de acionistas. Conhecemos também Ben Bradlee (Tom Hanks), seu editor-chefe, sedento por grandes notícias que venham a levar o The Washington Post ao patamar dos grandes folhetins americanos.

Baseada em fatos, a trama dirigida por Steven Spielberg gira em torno do vazamento de documentos sigilosos (conhecidos como Pentagon Papers) que comprovariam uma série de falhas e mentiras sobre a atuação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, perpetuadas por décadas. Com base na Lei de Espionagem, o atual presidente Richard Nixon processa o New York Times, que havia iniciado a publicação de notícias com base nesse vazamento.

Quando uma cópia de todo o documento (mais de 4000 páginas) cai nas mãos de Bradlee que se inicia uma luta incessante pela publicação da notícia. Por outro lado temos o dilema de Graham, já não tão bem vista por ser uma mulher com o legado de um cenário visivelmente masculino, que teme não só pela posição dos investidores do jornal, no papel de administradora, como também de velhos amigos, no papel de socialite, como o Secretário de Defesa Robert McNamara (Bruce Greenwood).

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Daí por diante o longa se torna muito mais que um thriller de jornalismo investigativo. Passa a hastear a bandeira da liberdade de expressão, do papel da imprensa, da necessidade da verdade vir a tona e do povo ter acesso a essa verdade, principalmente quando a verdade diz respeito aos poderosos, nesse caso, o intocável governo norte americano. Tema mais atual impossível.

Recheado de trechos de filmagens e áudios originais da época, diálogos fortes e mensagens ideológicas, The Post: A Guerra Secreta cumpre a expectativa da reunião destes três monstros (Streep, Hanks e Spielberg) do cinema. Por fim, em meio a tantas polemicas e ataques do atual presidente americano Donald Trump, este mesmo The Washington Post adotou no último ano o slogan “A democracia morre na escuridão”. Mais atual e relevante que este filme, impossível.

8,5 / 10

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Autor: Olar Para Todos

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