[Crítica] Maze Runner: A Cura Mortal

Thomas (Dylan O’Brien), Newt (Thomas Brodie-Sangster) e companhia tentam resgatar Minho e os demais jovens de um trem em movimento, supervisionado pela C.R.U.E.L. Eles se vêem obrigados a invadir a cidade que serve de base de operações da empresa, quando percebem que Minho (Ki Hong Lee) não esta entre os jovens regatados, ao decorrer da trama eles acabam buscando a ajuda de uma pessoa do passado deles. Ao mesmo tempo, Teresa (Kaya Scodelario) e Ava (Patricia Clarkson) trabalham para acharem uma cura do virus “Fulgor” causador da epidemia que atinge todo o mundo.

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Maze Runner chegou em 2014, em um momento onde filmes baseados em franquias literárias distopicas adolescentes eram cada vez mais comum em Hollywood.

Contando mais uma vez com a direção de Wes Ball (diretor dos dois primeiros filmes), mostrou-se ao decorrer de toda franquia cada vez mais competência para dirigir cenas de ação e dramáticas. Com uma jogada de câmera incrível, coreografias muito bem ensaiadas, e repletas de efeitos visuais, Maze Runner: A Cura Mortal logo em seus primeiros dez minutos aparenta ser o filme mais “agitado” da trilogia e também o mais complexo.

O filme não deixa a desejar nas cenas ação. As sequências da cena de abertura do novo longa é frenético, colocando nos primeiros minutos o espectador em uma perseguição a um trem em movimento. Porém, um dos pontos negativos do filme está na conveniência da resolução dos problemas ali apresentados, onde sempre que aparece um problema, logo surge uma solução do nada. Seja lá um guindaste para levar um ônibus, ou até mesmo uma piscina para salvar o protagonista da queda de um prédio com mais de 20 andares. Outro ponto que podemos evidenciar a todo momento é sobre uma cena de ação envolvendo armas e nenhum dos tiros acertam os personagens.

As paletas de cor são incrivelmente bem utilizadas nas fotografias. As cores azuladas transmitem um tom de frieza para as cenas gravadas dentro da cidade, e o uso de tons amarelados e alaranjados são para as cenas gravadas no deserto, que compõem o primeiro e segundo ato do longa.

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Tons azulados são predominantes em cenas ambientadas na cidade.

A trilha sonora composta por John Paesano, é bem empregada na película, dando um tom necessário ao filme e fazendo com que o telespectador sinta-se preso as cenas. A cenografia, ambientação e o enquadramento também são muito bem executados e influenciam de certa forma em outros elementos da narrativa.

O ponto alto do filme ainda fica por conta dos personagens. O laço que eles tem entre si, principalmente entre os personagens Thomas e Newt, é aprofundado ao decorrer do terceiro ato. Os personagens no geral são bem trabalhados, os vilões são bem construídos, não são aqueles vilões “preto e branco”, eles tem um motivo, uma explicação para seus atos. O interessante é ver o desenvolvimento dos protagonistas, Thomas e Tereza, que tiveram uma boa evolução, com destaque na personagem Tereza que mostrou ser forte, de palavra e que busca um bem maior, por mais que para isso tenha que sacrificar algumas coisas.

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Olhando a obra como um todo, por mais que possua um roteiro furado, cheios de clichês, trama previsível e uma produção conturbada por causa do acidente do ator Dylan O’ Brien e da gravidez da atriz Kaya Scodelario, o filme não se torna ruim. Aliás, se mostra bem competente ao que se propõe. O bom elenco, as boas sequências de ação e os vários plot twists (alguns bastante óbvios), encerram a trilogia de forma coerente e instigante transformando Maze Runner numa das melhores franquias de filmes distopicos dos ultimos anos.

8 / 10

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Autor: Matheus R.

Estudante de comunicação visual, amante da sétima arte e colecionador de lembranças.

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