[Crítica] The End of the F***king World

A nova série da Netflix conta a história de dois jovens problemáticos, James (Alex Lawther) que acredita ser um possível psicopata, e Alyssa (Jessica Barden), uma garota rebelde, sem papas na língua e que faz questão de ser odiada pelas pessoas a sua volta. Eles se conhecem na escola e James embarca em um relacionamento com Alyssa, com o intuito de fazer com que a jovem seja a sua primeira vítima. Insatisfeitos com suas vidas, os dois fogem de suas respectivas casas e ao decorrer da trama, os jovens acabam se envolvendo em grandes enrascadas (leia com a voz da sessão da tarde), o que leva o protagonista a desistir de seu plano, após perceber que os dois tem muito em comum.

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The End of F***king World é uma serie britânica de romance com humor negro, baseado nas historias em quadrinhos de Charles S.  Lançada em 2017,  foi produzida pela TV Channel 4 e teve seus direitos comprados pela Netflix, chegando ao catálogo da rede streamming no dia 05/01.

Apesar de ser uma série com uma direção de arte simplista e contendo apenas 8 episódios de 20 minutos, ela possui uma narrativa instigante, que se preenche com um “que” de perversidade.  A trama é dividida entre os pontos de vista dos personagens, que conta com o auxilio de narrações em off, transmitindo o pensamento dos protagonistas.  Tal recurso é explorado e muito no decorrer da temporada e é essencial  para a construção do humor negro presente.

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Os atores Jessica Barden e Alex Lawther, trabalham bem e conseguem passar confiança aos devidos personagens, porém, por falta de cuidado no roteiro, a construção do personagem James nos remete, e muito, ao icônico Norman Bates da série Bates Motel. Ao contrario da personagem Alyssa, que tem um bom desenvolvimento na trama.

A fotografia é coerente e combina bem com a proposta oferecida pela tal. O uso de tonalidades escuras na medida certa, lembra um pouco outra série recente da Netflix, Dark.

Quero destacar o trabalho da trilha sonora. Cada música parece interagir com o momento e com o que os personagens sentem interiormente, ajudando o público a entender e absorver o momento.

Como comentei antes, a série é bem curta, poucos episódios (8 nessa temporada), contudo, consegue transmitir a sua mensagem de forma eficiente. Apesar da obra deixar alguns pontos abertos, ela não necessita de uma continuação.  Creio que uma continuação pode “rebaixar” o nível apresentado nessa primeira temporada. Sua conclusão é fechada e não resta muita história para ser desenvolvida.

The End of F***king World é uma produção bem feita, envolvente e chega até a ser poética. Uma boa escolha para quem não gosta ou não tem tempo de acompanhar produções mais longas.

8,5 / 10

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Autor: Matheus R.

Estudante de comunicação visual, amante da sétima arte e colecionador de lembranças.

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