[Crítica] Em busca de Fellini

Por Matheus R. Silva

 

Lucy, uma garota de uma pequena cidade no estado de Ohio, Estados Unidos, descobre os filmes bizarramente deliciosos do lendário cineasta italiano Federico Fellini. Então, ela se põe em uma jornada pela Itália para tentar encontrá-lo.

 

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O filme “Em busca de Fellini”  foi lançado no EUA no dia 15 de Setembro de 2017,  participou do Festival de Veneza de 2017, e já foi premiado pelo Ferrara Film Festival 2017 como: Melhor Filme, Direção e Atriz (Ksenia Solo). Estreia dia 7 de dezembro nos cinemas brasileiros.

 

Aos admiradores das obras do fantástico diretor italiano Federico Fellini, aconselho ir até o cinema assistir ao drama dirigido pelo novato diretor sul-africano, Taron Lexton.

 

Com forte apelo estético, ressaltado aqui, pela belíssima fotografia, diversos locais icônicos, representativos e historicamente conhecidos na Itália são destacados. O diretor, Taron Lexton, utiliza em sua linguagem visual, o artificio de cores vibrantes, digo, exageradamente vibrantes. Em certas cenas, o azul é ressaltado e transmite um ritmo peculiar e autentico. O elenco foi bem escolhido, criando assim, uma boa química entre eles, que é bem visível na tela. Vale citar também, o casamento perfeito entre o tom do longa e a trilha sonora, colaborando para o conjunto da obra.

 

O longa apresenta uma história linda, porém, possui alguns aspectos que me incomodaram. Aos meus olhos, uns deles são os diálogos mal construídos. Apesar do bom roteiro, ele não é consistente em seus diálogos, deixando diversas pontas soltas e sem explicações coerentes.  Infelizmente, Lexton não soube transmitir a noção de tempo em que se passa a trama. Eu não sabia se os acontecimentos se passavam durante uma semana, um mês ou até mesmo um ano. Talvez, essa linguagem foi proposicional, mas não irei negar, essa falta de noção pode lhe deixar desconfortável.

 

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Quero destacar uma cena específica em que a jovem Lucy estava  fugindo  de um homem que tentou abusar-la sexualmente, ao acompanhar-la durante aquele “labirinto” de pedra, conseguimos sentir o desespero e a qual estava. O jogo de câmeras passou com  muita eficiência a dramaticidade o que a cena pedia.

 

Romantizado e sensível do começo ao fim,  acompanhar a trajetória de vida de Lucy (Ksenia Solo) e o tanto de obstáculos que ela enfrenta em busca de Fellini, é uma experiência extremamente rica. O filme retrata uma excelente lição de vida, onde o importante é a força do nosso querer, é correr atrás dos nossos sonhos, sem ter medo do que pode vim acontecer, e que o mundo na verdade, é o melhor professor que poderíamos ter.

 

6,7 / 10

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Autor: Olar Para Todos

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