Reviravolta em Flash!

Há alguns meses produzi uma crítica à maneira exagerada com a qual a DC/CW conduzia suas produções na TV – Arrow, Flash e afins -. Entretanto, a roda girou e, ao menos uma dessas produções – The Flash – tornou ao andar de cima, merecendo, agora, um destaque positivo!
Como super fã de seriados e também de heróis, não pude esconder minha empolgação quando essa temática se consolidou no meio televisivo. Flash foi a segunda grande série a ser lançada pela DC na Era dos Heróis e em pouco tempo tornou-se o principal produto da casa. O show herdou todas as características positivas de seu antecessor, Arrow, mas com um diferencial: um tom leve e extremamente divertido. Porém, com o tempo Flash se perdeu, abrindo espaço para uma dramaticidade exacerbada, na qual o dilema do herói estava presente em praticamente todos os episódios, tomando boa parte deles com questionamentos como: “eu não posso ser um herói”; “eu não posso amar ninguém”; “é tudo minha culpa”…

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A lista de erros não para por aí. Flash detém em torno de 22 episódios por temporada e é difícil manter uma boa trama por tanto tempo, logo os produtores passaram a adicionar diversas sub-tramas, as quais tiravam o foco do enredo principal, reduzindo a série a um simples “programa de TV Globinho” – uma pegada bem Power Rangers mesmo -.

Por essas e outras, decidi passar um tempo “afastado” do Flash, por assim dizer, mas voltei a acompanhar poucos dias atrás e fiquei muito animado com o que eles estão fazendo na quarta temporada.

Nos primeiros oito episódios da nova temporada, Flash elimina as sub-tramas tão presentes nas anteriores. Ele continua enfrentando vilões menores – FATO! – mas tudo – EXATAMENTE TUDO! – que apareceu até aqui tem ligação com a grande trama desta season.

Outro grande trunfo da temporada é a escolha do vilão. Pela primeira vez, eles abandonaram o conceito velocista vs velocista, abrindo espaço para um antagonista diferente e também muito poderoso. A bola da vez é O Pensador – não, não é o Gabriel! -. Clifford DeVoe, na série, é um professor universitário – extremamente inteligente – que acabou adquirindo capacidade infinita de pensar – segundo o próprio personagem, não há uma decimal se quer que ele não conheça – e com isso manipula tudo a sua volta para atingir seus objetivos os quais ainda não foram revelados por completo. O personagem é interpretado, com maestria, pelo ator Neil Sandilands e mostra que será o maior desafio que Barry Allen teve até aqui.

Luck Be a Lady

The Flash mantém seu tom infanto-juvenil e, apesar de em alguns RAROS momentos trazer umas coisinhas bem idiotas, a parte JUVENIL consegue suprimir a INFANTIL, mantendo viva a característica divertida que consagrou o show, mas sem deixar de lado a seriedade na construção do enredo.
Por fim, a mais nova temporada de Flash dá uma guinada necessária em alguns pontos, tornando-a, novamente, atrativa a um público mais exigente. Se você ainda não viu, corre lá e depois volta aqui pra comentar o que achou!

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