[Crítica] Sword Art Online: Ordinal Scale

Sinopse: Em 2026, quatro anos após o infame incidente de Sword Art Online, surge uma nova e revolucionária forma de tecnologia: o Augma, um dispositivo que utiliza um sistema de Realidade Aumentada. Ao contrário da Realidade Virtual do NerveGear e do Amusphere, o novo dispositivo é perfeitamente seguro e permite aos jogadores usá-lo enquanto estão conscientes, criando um sucesso instantâneo no mercado. A aplicação mais popular para o Augma é o jogo Ordinal Scale, que imersa os jogadores em um jogo de RPG de fantasia com rankings de jogadores e recompensas.

Após a nova mania, os amigos de Kirito mergulham no jogo, e apesar de suas reservas sobre o sistema, Kirito eventualmente se junta a eles. Enquanto no início parece ser apenas divertido, eles logo descobrem que o jogo não é tudo o que parece …

Olar, galera! O filme de Sword Art Online estreou e eu não posso deixar de analisá-lo. Então vamos lá!

Ordinal Scale foi lançado em fevereiro deste ano no Japão e em março nos Estados Unidos, mas só foi disponível assistí-lo em boa qualidade no Brasil, agora neste ultimo mês de setembro com o lançamento do Blu-ray.

Este filme se passa entre o final da segunda temporada, do arco Mother’s Rosario e antes da já anunciada terceira temporada do arco Alicization. Ou seja, nada que possa afetar a história, mas sim melhorar a nossa relação com os personagens (fan service).

A trama começa com o lançamento do Augma, um novo aparelho de realidade aumenta (RA) que permite você a enxergar, na vida real, basicamente tudo o que se possa imaginar apenas usando um aparelho que mais parece aqueles fones de ouvido que passa por trás da cabeça e se prende em suas orelhas.

O jogo Ordinal Scale é basicamente, um RPG ao ar livre, ou seja você luta de verdade contra os monstros que enxerga a partir do dispositivo. A proposta, como sempre, é bem interessante e faz você pensar que um dia isso pode realmente existir na vida real. Me lembrou bastante a série Black Mirror.

Há também uma Idol chamada Yuna, que aparece regularmente em batalhas contra chefões, para cantar para os jogadores e dando a eles um buff que melhora às suas habilidades. Como um bardo de RPG. Yuna que por sinal tem um visual muito bonito.

E é justamente na luta contra esses chefões que está o problema do jogo. Esses chefões são na verdade, bosses de andar do extinto Sword Art Online. As lutas contra eles são tidas como especiais e são chamada de Raids, dando muito mais experiência ao jogadores, o que atrai várias pessoas para derrotá-los.

As lutas contra os chefes são muito movimentadas e cheias de efeitos. O que as torna muito bonitas. A Yuna cantando nas lutas, criando assim uma trilha sonora letrada é belíssima.

Ao descobrirmos o que está por trás do jogo, nos deparamos agora com Kirito, que não estava muito interessado nesse sistema, tendo que melhorar o mais rápido possível dentro dele para alcançar o objetivo de derrotar então vilão e número 2 do ranking de Ordinal Scale, Eiji.

Gostei bastante desse vilão, pois os últimos vilões de SAO eram vilões muito estereotipados e loucos, sem um motivo tão grande. Esse não, Eiji na verdade só queria recuperar a verdadeira Yuna e faria de tudo para tê-la de volta. Vilões bons são vilões que você mesmo sabendo que o que eles estão fazendo é errado, você consegue entendê-los e criar um pouco de empatia por eles. E esse é um deles.

A evolução de Kirito foi muito rápida sim, mesmo sabendo que derrotar os chefões de SAO dê muita experiência para subir de ranking, ele estava fora de forma e mesmo tendo dito que ele estava malhando e que tenha mostrado ele praticando Kendo, eu achei que não foi o bastante para justificar tamanha evolução.

O clímax foi épico e eu amo um clímax épico! Porém a luta contra o boss final foi muito rápida e muito fácil, eu diria, contudo não foi ruim. Quando a Yui consegue transformar eles nos personagens que eles eram em SAO foi fantástico e as cenas subsequentes do combo da Asuna, com a sombra da Yuuki ao lado dela e o combo de duas espadas de Kirito foram magníficas e arrepiantes.

O desenvolvimento do romance entre Asuna e Kirito também foi muito legal de se ter como um fan service, pois reforça a relação entre os dois ao público e aquelas cenas de romance foram bem gratificante para quem shippa os dois. Eu como curto romance, gostei bastante, principalmente da cena do quarto.

A trilha sonora, como eu já havia dito acima, está perfeita e foi cantada pela maravilhosa Lisa. Os efeitos de som, com aqueles escudos rebatendo os ataques dos bosses e as espadas se chocando ou cortando, estavam sensacionais e acrescentaram bastante peso às cenas.

Animação também estava muito bem feita, com lutas fluídas e efeitos muito bonitos (inspirados do estúdio Ufotable). Eu gostei bastante do design mais antigo dos personagens, afinal se passaram 4 anos desde os eventos de SAO e agora Kirito e Asuna têm 18 e 19 anos respectivamente. Então a mudança foi bem-vinda.

Roteiro tem algumas falhas, mas não vou citá-las para não “spoilar” mais. Para mim a maior parte dessas falhas se deu por ser um filme e ter pouco de tempo de explicar melhor as coisas. Se fosse um anime, talvez ficasse mais adequado.

A direção de Tomohiko Itou, para variar foi muito boa, e foi feita da mesma forma que os animes. Então, sem reclamações quanto a isso, apesar que os erros do roteiro só existem, porque ele que deixou passar.

Em resumo, Sword Art Online: Ordinal Scale foi um filme que me surpreendeu. Eu não esperava algo daquele nível e que é até melhor que alguns arcos do anime. Não é necessário já ter assistido às outras duas temporadas antes de ver esse filme, porém você vai perder bastante detalhes da história e as interações entre os personagens por não ter assistido ao anime.

8,5/10

 

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Autor: arturdidier

Anime, séries, filmes, jogos, sushi, açaí, chocolate, música boa, master chef, Canadá e cultura japonesa. Não precisa ser nessa ordem, depende do dia. Meio humana, meio exatas.

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