GirlBoss – Série

Você já se sentiu pressionado a saber o que queria da vida aos vinte anos? Já se sentiu incompreendido pelos seus pais? Já foi chamado de mimado ou preguiçoso por pessoas mais velhas? Então você provavelmente vai se identificar com essa série.

girlboss-netflix-bande-annonce

Girlboss é uma adaptação livre (muito livre, como a própria série adverte em todos os episódios) da vida de Sophia Amoruso, criadora da marca de roupas Nasty Gal. Mais especificamente, na sua autobiografia lançada em 2014. Porém, a série vai muito além de retratar a empresária e personifica todos os supostos defeitos de uma geração na figura de sua protagonista.

Eu já havia visto o cartaz de Girlboss muitas vezes na Netflix, mas a sinopse não me seduziu. Porém, em um dia de bobeira, resolvi assistir à série. Devo admitir que foi difícil passar pelos primeiros episódios; mas uma vez que superamos a estranheza inicial que esta causa, podemos desfrutar de uma boa ”dramédia”.

Girlboss
NOT BAD

Girlboss foi amplamente criticada, e há boas razões para isso. A personagem principal mostra um nível de irresponsabilidade e egocentrismo difíceis de engolir, pra não falar de uma alarmante falta de empatia. Muito embora existam ganchos sugerindo os problemas pessoais mais sérios de Sophia, não há um aprofundamento, aspecto que também foi muito atacado. Outra acusação é a de que a série enaltece o comportamento transgressor e desrespeitoso da protagonista, que seria profundamente indulgenciada por ser uma garota branca e bonita de classe média alta.

No entanto, se encararmos Sophia como uma caricaturização da geração Y, seremos capazes de dar boas risadas e, se tivermos coragem suficiente para nos identificarmos com ela, poderemos até nos pegar torcendo pelo seu sucesso. Além do mais, há uma clara evolução da personagem ao longo da trama, e podemos acompanhar seu amadurecimento enquanto ela supera os problemas tanto pessoais quanto os que surgem no caminho de seu negócio.

Há momentos de humor exagerado que às vezes caem muito bem e às vezes parecem forçados e infantis demais. Há também uma nostalgia dos anos 2000, muitas referências aos anos 80 e algumas sacadas muito boas, como a representação física de um fórum online no episódio 10.

Outro ponto positivo é o figurino, que é fantástico e vai fazer você querer revirar o guarda roupas da sua mãe atrás do seu próximo outfit.

img_750x750$2017_04_18_16_07_48_359733

No todo, a série me agradou bastante. Apesar dos defeitos, dá para dar boas risadas e até a se apegar aos personagens.

Meu conselho caso você queira se aventurar: deixe o moralismo de lado, persevere um pouco além dos dois primeiros episódios e, caso você, como eu, faça parte da tal “geração Y” ou millenials, saque do bolso sua capacidade de rir de si mesmo e aproveite o show!

giphy.gif

 

7/10

PS.: #chatiada ao saber do cancelamento da série. Netflix, já chega disso, por favor!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s