[Quadrinhos #02] Homem Máquina

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Ficha Técnica

Título Original: Machine Man

Publicado em: Outubro de 1984

Roteiro: Tom Delfaco

Ilustrações: Herb Trimpe  e Barry Windisor – Smith

Olar Nerds! Vamos falar do Homem Máquina, o herói que atuou em várias equipes e transcendeu o tempo. Criado como um andróide pelo mestre Jack Kirby, o personagem lutou com militares e conseguiu se salvar após a morte de seu criador. Depois de um longo período sem publicações, o roteirista Tom DeFalco assume o título e lança uma versão remodelada e profunda que vamos dissecar por aqui.

Quem é e da onde veio o Homem Máquina?

A partir de um experimento, o Dr. Able Stark criou um robô capaz de pensar forma independente, porém uma ordem de encerrar o experimento X-51, mudou alguns planos. O cientista já tinha se apegado a sua criação e resolveu aprimora-lo para ter mais semelhança com um humano. Quando foi desenvolvido haviam diversos protótipos semelhantes que deveriam ser usados pelo exército Estadunidense. Como o temor do governo era de que os androides se descontrolassem, o próprio exécirto atacou a base onde foi construído os androides. Desta maneira o Doutor Able acabou dando sua vida para salvar a do X-51.

X-51 foi perseguido por varias entidades até ser perdoado e aceito em alguns grupos como os Vingadores, no momento em que enfrentaram o Hulk, aonde assumiu o alter-ego de Aaron Stack. Contudo, chegou a ser capturado pela Shield que tinha planos de usar sua tecnologia para criar um novo DeathLok. Após o incidente, passou meses lutando com os Vingadores até optar por uma vida mais tranquila.

Ao assumir seu alter- ego se tonou vendedor de seguros e começou a agir secretamente como o Homem Máquina. Acabou se interessando pela Jocasta em uma aventura com o Coisa, mas a andróide foi destruída pelo seu criador Ultron.

Em 2020 a empresa Baitronics descartou alguns maquinários robóticos e entre eles estava o Homem Máquina. Mas graças a catadores de maquinário antigo, ele é encontrado e remontado sendo salvo do esquecimento. Quando resgatado, ele acaba causando problemas para Sunset Baine e os responsáveis por tira- lo de ação. Com a ajuda desse novo grupo de amigos ele consegue lutar contra os robôs que querem se livrar dele.

Ao buscarem por ajuda de pessoas tecnicamente confiáveis eles acabam caindo em uma cilada, pois o valor material é mais importante. Com a ajuda do Homem Máquina, fica mais fácil de se livrar dos robôs da Baine novamente. Mas ao deixar uma de sua integrantes para trás ela acaba sendo alvo de captura.

Capturada pelos homens da Sunset, a garota do grupo acaba passando por diversas seções de tortura e em um plano facilitador acaba fugindo, porém, ainda sim, rastreada para dar a localização do esconderijo dos demais.

Chegando ao Santuário o os sucateadores e Homem Máquina se sentem aparentemente em casa. Buscando por uma figura familiar entre todos aqueles humanos que sobraram na terra encontra Gears Garvin, o mecânico que teve participação na montagem da Jocasta.

Pensando que estavam seguros, o Homem de Ferro de 2020 e os robôs da Sunset invadem o local em busca de aniquilar o Homem Máquina e todos os que o protegiam. Mas com um grande contingente de pessoas acabam dominando a situação para o bem do santuário e da proteção do novo herói que renasceu.

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Nossa opinião:

Retratando o cenário cyberpunk, o quadrinho mostra a relação dos robôs e da tecnologia com os poucos humanos que ainda restam na terra. Renascido pela escrita de Tom Delfaco, que retomou de onde Steve Dikto, o criador da história parou, mostra o descarte das máquinas obsoletas, a evolução da tecnologia e a sobrevivência dos seres humanos perante um mundo futurista e caótico.

A abordagem nas questões sócio econômicas de alguns poucos sobreviventes do novo muno extremamente gerado pelo uso de maquinas novo e pela renovação imediata.  Alguns deles passaram a se refugiar em bandos para terem mais chances de sobreviver a certos percalços.

Outra aspecto que chama muita atenção na história é a força ofensiva e o investimento em maquinário programado para eliminar as pessoas que iam de contra aos ideais daqueles com muito dinheiro enfatizando ainda mais as dificuldades de se viver em uma era cercada de robôs e com poucos humanos.

As ilustrações de Herb Trimpe  e Barry Windisor – Smith dão mais vida a história, tirando um pouco do peso de uma realidade distopica e inserindo um pouco de vida por meio das cores, mesmo que os desenhos ainda tenham uma pegada mais grosseira e suja.

Machine Man ou Homem Máquina de 1984 e publicado por aqui pela Panini em 2015, é renascimento de um herói que foi tão marcante no auge de algumas equipes dos anos 70 nas hqs da Marvel.  Mais de 30 anos depois, a sua premissa continua mais atual do que nunca em um mundo onde vivemos imersos em diversas tecnologias e mau percebemos sua influência em nossa volta. Homem Máquina é um clássico das histórias em quadrinhos e merece se lido e discutido até hoje.

10 / 10

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