[Crítica] Mulher-Maravilha

O sopro de esperança que a DC precisava para se reerguer depois dos fiascos de suas produções anteriores, “Batman vs Superman” e “Esquadrão Suicida“, finalmente foi encontrado na sua mais nova estreia “Mulher-Maravilha“. A heroína que nos foi apresentada nos quadrinhos da editora há 75 anos só havia sido representada em uma série dos anos 70 com a maravilhosa Lynda Carter e finalmente ganhou seu filme solo nas telonas, chegando em grande estilo.

A direção de Patty Jenkins nos traz uma trama simples mas muito bem elaborada, nos mostrando a origem da personagem icônica contendo uma narrativa cativante, divertida e empolgante. Jenkins acerta na leveza do filme, trazendo todo o empodeiramento feminino sem precisar ser piegas ou radical.

filmes_2473_lu1

Diana Prince (Gal Gadot) começa sua jornada ainda quando criança, mostrando todo seu lado aventureiro e o sonho de ser uma grande amazona como sua mãe Hipólita (Connie Nielsen), que está sempre tentando protegê-la escondendo dela a sua real origem, e sua tia Antíope (Robin Wright), que acredita no potencial da sobrinha e faz um treinamento secreto com a jovem princesa. Na ilha de Themyscira, vemos o dia-a-dia das Amazonas, seu treinamento intenso com suas forças e diversidades, assim como o sonho de Diana em ser uma guerreira crescer a cada dia que passa junto com a descoberta do seu grande poder, após sua mãe explicar a origem das Amazonas através de uma história de ninar. Com a chegada de Steve Trevor (Chris Pine), a princesa finalmente vê a oportunidade de conseguir seus objetivos e mostrar a todos do que ela realmente é capaz.

Chris-Pine-and-Gal-Gadot-in-Wonder-Woman

Alias, a interação entre Diana e Steve no longa é impressionante. Eles tem uma química muito forte e suas cenas juntos são as melhores durante todo o filme. O tom de ingenuidade da heroína e o humor cômico do capitão é a fórmula perfeita para cenas engraçadas equilibradas com todo o romance que há entre os dois. Para quem criticou a escalação de Gal Gadot para o papel da personagem, pois não acreditou no potencial da atriz, vai ter que dar o braço a torcer. Gadot não só fez uma belíssima atuação como cativou todo o público com a sua personalidade forte e adorável, fazendo com que a personagem tivesse uma relação mais emocional com os fãs. O elenco do longa em si foi muito bem escalado e junto com o roteiro assinado por Allan Heinberg trouxe um aprofundamento e uma conexão com o público muito boa.

Mulher-Maravilha finalmente nos entrega o que tanto vemos nos quadrinhos da DC e que faltava em seus filmes: inspiração. Toda a história de Diana Prince, sua ingenuidade para com a humanidade, sua trajetória ao auto conhecimento e seu despertar para o universo dos heróis nos inspira a acreditar em seus ideais. Nos faz acreditar que existem coisas boas no mundo e devemos lutar por elas, não apenas deixar tudo como está ou aceitar a situação que nos é imposta. O filme a todo momento releva diferentes tipos de opressão e preconceito de forma discreta sem que haja necessidade de uma conscientização direta e impactante.

Mas infelizmente nem tudo são flores. A DC continua batendo na mesma tecla e falhando no desenvolvimento dos seus vilões. Enquanto se preocupam em aprofundar e trazer maior destaque aos heróis, nos entrega vilões completamente rasos e sem nenhuma motivação para seus atos. Apesar das cenas de batalhas serem bem orquestradas (nessas partes vemos a mão de Zack Snyder que destoa completamente do estilo de Jenkins), ainda falta algo a mais e nos deixa com um gostinho de água com açúcar que já nos é tão familiar do universo cinematográfico da DC.

No fim de tudo, Mulher-Maravilha é a luz no fim do túnel do estúdio e parece que finalmente estão acertando a fórmula de suas produções cinematográficas. Uma fórmula inspiradora, empolgante, divertida e profunda que precisamos ter em todos os filmes de super-heróis. Contudo, ainda falta encontrar aquele “Q” de vilania que nos deixe arrepiados e temerosos pela vida de nossos heróis.

9 / 10

Anúncios

Autor: Nêssa Moura

Apreciadora de filmes, séries e livros. Social media, sonhadora e super fangirl da Disney.

Nenhum pensamento

  1. Amei a crítica que você compartilha! Desde que eu vi os trailers fiquei muito emocionada, eu assisti no cinema e pessoalmente fiquei surpresa. Wonder Woman me manteve em suspenso todo o momento. Realmente é uma historia cheia de incríveis personagens e cenas excelentes. Acho que é uma boa idéia fazer este tipo de adaptações cinematográficas. De verdade, adorei que tenham feito este Mulher Maravilha filme novo. É um dos melhores filmes de super heroi , tem uma boa história, atuações maravilhosas e um bom roteiro. É algo muito diferente ao que estávamos acostumados a ver.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s