[Crítica] A Bela e a Fera (2017)

Olarcasteiros, tudo bom? Para abrir aqui as postagens em nosso site, trago para vocês minha crítica sobre o novo filme live action da Disney: A Bela e a Fera.

imagem bela e a feraO longa chegou aos cinemas nesta quinta, 16, com grande receio perante o público. Muito se falou sobre os efeitos da Fera, sobre personagem homossexual e também da aparência dos personagens icônicos como: Lumiére, Horloge e Madame Samovar. Mas estou aqui para acalmar um pouco os corações de vocês.

A Bela e a Fera nos traz elementos novos e cenas bastante maduras, mas com toda a leveza e magia que existe na animação original. Podemos ver um pouco do passado da Fera e da Bela, que são cruciais para a formação do caráter e personalidade dos dois. As relações humanas parecem mais reais e profundas, a aproximação entre a Bela e a Fera, por exemplo, mostra realmente como eles passaram do “ódio” para a amizade e partiram para o amor. Não pareceu algo que foi de repente ou muito rápido como vemos na animação, eles tiveram suas fases e isso foi muito bem explorado.

Um ponto alto do filme foi a atuação dos atores. Não poderiam ter escolhido um elenco tão perfeito e que se encaixasse tão bem nos personagens. A Emma Watson conseguiu colocar um ar mais destemido e aventureiro na nossa Bela, algo que já víamos na animação, porém, o que antes ficava apenas no subentendido, agora está mais claro. Uma Bela que sabe se impor, que é mais pró-ativa e não espera simplesmente as coisas “acontecerem” para reagir. Mais uma vez a Disney brincou com o termo “princesa”, tentando passar mais empoderamento feminino e menos donzela indefesa.

A Fera pode ter incomodado muitos, inclusive a mim, nas cenas mostradas nos trailers e nos pôsteres, mas no filme podemos ver traços equilibrados entre a suavidade e a selvageria que o personagem exige.Os efeitos utilizados para a Fera ainda permitiram que víssemos alguns traços de expressões do Dan Stevens. O mais interessante na personalidade do personagem é que ele está mais cômico, mais profundo e acessível.

Já o Gaston de Luke Evans deve ter sido o que mais se encaixou no papel. Evans nos dá um Gaston viril, machão e muito convencido. Para os amantes de cartoons dos anos 90/2000, como eu, podemos comparar todo o convencimento do Gaston com o do Johnny Bravo. Lembram dele? Gaston nos conquista com todo seu charme e carisma, mas também nos ilude para não vermos seu lado possessivo e louco. Nessa versão live action vemos o quanto é perigosa essa obsessão dele pela Bela.

E o que falar do Lefou? Josh Gad interpreta um Lefou menos bobão e mais carismático em comparação à versão ao filme de 1991. Muita polêmica se criou após o diretor e o próprio Gad revelar que ele seria gay e o filme abordaria isso, fazendo o longa ser banido de alguns cinemas dos Estados Unidos e até mesmo da Rússia. Não é bem assim. Não está totalmente explícito a homossexualidade do Lefou, são apenas toques suaves que sugerem isso, toques esses que o Josh soube apresentar muito bem. Lefou deixou de ser aquele bobão para ser uma parte essencial da história, sendo aquele que até tenta botar um pouco de juízo no Gaston.

Além das atuações, não posso deixar de falar das músicas. O live action nos apresenta uma versão mais musical, com algumas músicas novas em sua trilha, mas sem perder todo o brilhantismo do clássico animado. Apesar de terem usado alguns efeitos nas vozes da Emma e do Dan nas canções, que infelizmente fez com que não pudéssemos apreciar direito a do ator, com um nítido efeito animalesco na voz do galã. As músicas estão emocionantes e cativantes como esperávamos e garantem toda a beleza do filme. Contudo -aviso- para aqueles que não gostam muito de filmes musicais, pode causar um certo desconforto. O começo do filme é repleto de músicas e apresenta um ritmo mais lento que pode enganar um pouco, mas não se preocupe, o filme vai crescendo com o passar dos atos até mostrar sua grandeza.

Outro ponto que foi muito discutido, foi o uso da computação gráfica do filme. Apesar de não ser grandiosa como vimos em seu antecessor Mogli, o remake live action exibe efeitos cheios de brilho e detalhes que contextualizam a história. Existem algumas falhas nas interações entre o que é real e o que é gráfico, mas não é nada que comprometa a grandeza dessa produção da Disney.

O filme é muito bom e vale a pena ser apreciado. Sua versão mais madura, realística e profunda pode até causar um impacto para aqueles que amam a animação. Se entregue e vá assistir de peito aberto, preparado para se emocionar igualmente, pois o longa carrega toda a magia e sucesso da Disney que nos encanta.

8 / 10

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Autor: Nêssa Moura

Apreciadora de filmes, séries e livros. Social media, sonhadora e super fangirl da Disney.

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